segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Jazz + Rap...tá começando a rolar... a procura do MC

Estou montando o quebra cabeça pra chegar no meu projeto que é também dos compadres Junião e Gabriel. Formulando tudo com cuidado e o molho,  e as levadas se desenhando... Agora a busca do MC titular, meu irmão Jamal já vai colocar poesia em algumas ... preciso de outros nos mics tô a procura com o mesmo cuidado que tudo está sendo lapidado.
Preciso encontrar o MF que, se tudo bem será o músico das pick-ups. O que importa é tudo continuar dentro do programado.
Uma produção em estado bruto..http://www.4shared.com/audio/zqwiwQDy/dinga_-_20111005_215947.html

JOÃO NÃO QUER

É... no JOÃO NÃO QUER estamos tocando só para amigos mas, eventos muito especiais para músicos e galera que entende de música. É claro que somos reféns do "elogio amigos" mas enfim, o que importa é que estamos nos divertindo muito. Cozinha grooveada,  Feijones effects, Jão Benjor e doce voz da Amanda...é esse o caminho!!!!!!!

segunda-feira, 14 de março de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Aula 1 - Reflexões sobre Prefácio do Livro de Michel Onfray, Autorretrato com Criança e Capítulo V da História da Sexualidade I - Direito de Morte e Poder sobre a Vida de Michel Foucault

As primeiras reflexões foram sobre o fato de as crianças pequenas quebrarem laços afetivos sendo levadas à primeira instituição de controle da vida que a maioria de nós tem contato: a escola.
Parte se do princípio que todas as crianças ingressam cedo nesta instituição. Esse ingresso prematuro nos traz depois de muitos anos a sensação de que é normal permanecer controlado por diversas instituições e perdemos a noção de atitudes dissociadas desse controle.
Discute se a questão do biopoder e da biopolítica. Segundo Foucault e a Educação – Alfredo Veiga-Neto, o biopoder  “que apareceu no final do século XVIII, tomando o corpo coletivamente num conjunto de corpos, esse novo poder inventou um novo corpo, a população; mas agora trata-se, ao contrário do poder disciplinar, de um corpo com uma multiplicidade de cabeças.” A biopolítica “maneira pela qual (...) se buscou racionalizar os problemas colocados pela prática governamental.”
Temos nosso autocontrole inibido pela melhoria de vida, que é puro exercício de poder. Este  mecanismo de mecanização resulta na ação que automatiza nossas reações.
As ligações entre o controle disciplinador da escola foram relacionadas ao relato de Michel Onfray, no qual as crianças disciplinadas por meio das violências morais e físicas, regulação do tempo, regulação anatômica tem seus corpos adestrados. Eliminando qualquer possibilidade de prazer, pois na visão do opressor o excesso de prazer poderia tirar ou diminuir a possibilidade de controle. É acionado um dispositivo que elimina a possibilidade de o aluno estar sozinho consigo mesmo. Nas escolas que trabalhamos esses dispositivos para controlar também são acionados.
As relações de poder são inevitáveis e sempre existirão, mas podem ser dadas sem inibir as capacidades, estimulando o novo e dando espaço para criação.
Escola não é um espaço de conhecimento, pois limita espaço e tempo e não rompe com nenhuma premissa.
Transformações são dadas para regulação. Um exemplo foi o declínio do cigarro, que se deu por meio da subjetivação - imposição do estado – e não como fruto de conscientização sobre os problemas causados pelo uso. A lógica da manutenção da vida, que se dá a partir do século XVIII, organiza e tira proveito da necessidade de normatizações morais e higienistas para o controle da sociedade, inibindo assim a sexualidade.

A minha conclusão é que desta maneira fica mais claro o exercício do poder a partir do século XVIII, com as necessidades que fizeram dessas ações aceitas e introduzidas tão cedo ‘às cabeças’ que formam a população. Esse entendimento estimula a buscarmos mudanças como educadores de modo a conduzir uma relação de poder que gere produção de conhecimento e troca. Observando a criança como agente do processo e portadora de um conhecimento prévio, deixando de ver a escola como a detentora de todo conhecimento.
O que ficou de mais triste e serviu de alerta para o quão cruel pode ser a escola que alguns professores até tem saudade. Como relata Onfray: “Morri aos 10 anos de idade, numa bela tarde de outono, numa luz que dá vontade de eternidade....”